
Para aqueles com desejos de censura e intimidação!
Resistência
Resistem, no presente, os que ficaram,
Outrora, num tormento de amargura,
Mas, sem desistir nunca, se lançaram.
De peito aberto, à luta que era dura.
Resistem, sem pensarem que é em vão
Que tentam manter vivo, no país,
O sopro, que varreu toda a nação,
À volta doutro tempo mais feliz.
Resistem! ... Mas o tempo é de cobardes,
Na sombra, conspirando, traiçoeiros,
Vendidos à ganância de terceiros.
Mas, tal como às manhãs, sucedem tardes,
Depois das muitas teses, em que insistem,
Dará razão o tempo aos que resistem.
Vítor Cintra
Fonte: Um Poema de Vez em Quando.