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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Penetração do Açorita


A linha de penetração do povoador ilhéu foi originariamente esta: Rio Grande; Capela Grande de Viamão, compreendendo o porto de Viamão, mais tarde Porto Alegre; Triunfo, Santo Amaro e Rio Pardo. Depois da invasão espanhola em 1763, houve verdadeira dispersão; famílias radicadas no Rio Grande foram conduzidas para Maldonado e lá ficaram; outras fugiram para a banda do Norte. É quando a presença do açorita é assinalada no Estreito, Taquari, Santo Antônio da Guarda Velha (atual Santo Antônio da Patrulha), Mostardas e Cachoeira.
Em todos esses pontos, que serviram como verdadeiros nódulos de expansão, o açoriano adaptou-se muito bem. A vida agrícola, os costumes, as manifestações da literatura oral, as práticas religiosas, as diversões populares, receberam o sêlo inconfundível da cultura insulana.
Fonte: Cesar, Guilhermino. História do Rio Grande do Sul, Período Colonial. Porto Alegre, Ed. Globo, 1980.
Obs.: Cópia literal do livro, sem correções.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Resumo Histórico, segunda parte, do livro da Alda


Cumpro, hoje, a promessa de publicar a segunda parte do Resumo Histórico, do livro da Alda Maria de Moraes Jaccottet: Cadernos de Genealogia, Mostardas - RS, Livro de Casamentos nº 01 (1773-1863).
2 - Os Açorianos
Poder-se-ia falar da imensa riqueza da fauna e da flora, das reservas naturais, da economia, dos vultos importantes de nossa História que aí viveram ou por aí passaram no cumprimento do dever, da gastronomia, do folclore, do artesanato, da arquitetura, enfim, da cultura dos munícipes da nova e da velha MOSTARDAS que, voltados sempre para o futuro, preservaram e preservam sua identidade, fazendo ilação entre presente e passado, não esquecendo - passados dois séculos - sua formação étnica. Os poetas, os prosadores, os historiadores, os músicos e os artistas plásticos tem o privilégio de mostrar a sua bela MOSTARDAS. À pesquisadora na área da Genealogia cabe falar sobre os dados vitais: nascimento, nascimento-batismo, antes da obrigatoriedade do registro civil, casamento, óbito. É necessário lembrar que, até o último quartel do século passado, os registros vitais eram realizados nos livros paroquiais da Igreja Católica. Manuseados esses livros, poder-se-á afirmar que MOSTARDAS é um município e uma cidade eminentemente açorianos.

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